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    Hepatites virais: sintomas, transmissão e exames

    Entenda o que são hepatites virais, quais são os sintomas, como ocorre a transmissão e quais exames ajudam na detecção precoce.

    16 Mar 2026schedule14 minutos de leitura


    As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem evoluir sem sintomas por longos períodos. Em muitos casos, a pessoa descobre a doença apenas em exames de rotina.


    Logo, entender essas doenças, suas formas de transmissão e o diagnóstico é essencial para prevenir complicações e proteger a saúde.


    Elas são causadas por diferentes vírus que atacam o fígado e podem comprometer seu funcionamento, causando inclusive cirrose. As formas mais associadas à evolução crônica são a hepatite B e a hepatite C.


    Detectar as infecções por meio de exames laboratoriais permite iniciar o acompanhamento médico precoce e reduzir o risco de danos permanentes.


    A seguir, você irá saber mais sobre o que são hepatites virais e como preveni-las.



    Como é o diagnóstico das Hepatites virais?



    As hepatites virais são consideradas um importante desafio global de saúde. Muitas pessoas convivem com o vírus sem saber, pois os sintomas podem demorar anos para aparecer.


    Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas vivem com hepatite B ou C no mundo. A maioria dos casos permanece sem diagnóstico, o que dificulta o controle da doença.


    No Brasil, o Ministério da Saúde mantém campanhas de testagem e conscientização, especialmente durante o Julho Amarelo, mês dedicado à prevenção das hepatites.


    O diagnóstico das hepatites virais é realizado por exames laboratoriais que identificam anticorpos, antígenos ou material genético viral, permitindo diferenciar infecção ativa, passada ou imunidade.


    Além disso, o diagnóstico conta com a avaliação da função hepática para verificar se o fígado já apresenta sinais de inflamação ou dano.



    Mas afinal, o que são as hepatites?



    Em resumo, as hepatites são infecções que provocam inflamação do fígado, órgão responsável por funções fundamentais do organismo. Cada hepatite é causada por um vírus diferente.


    O fígado atua na digestão, metabolização de nutrientes, produção de proteínas e eliminação de substâncias tóxicas. Quando ocorre inflamação causada por vírus, a função hepática pode ser comprometida.



    Principais tipos de hepatites virais


    1. Hepatite A: seu vírus, o HAV, é classificado como hepatovírus e transmitido principalmente pela via fecal-oral, geralmente por ingestão de água ou alimentos contaminados;
    2. Hepatite B: seu vírus, o HBV, pertence ao grupo dos hepadnavírus e é transmitido pelas vias parenteral, sexual e vertical (da mãe para o bebê);
    3. Hepatite C: seu vírus, o HCV, pertence à família Flaviviridae e é transmitido principalmente pela via parenteral, por contato com sangue contaminado;
    4. Hepatite D: seu vírus, o HDV, é um vírus defectivo que depende da presença do vírus da hepatite B para se replicar, sendo transmitido principalmente por via parenteral e sexual;
    5. Hepatite E: seu vírus, o HEV, é transmitido predominantemente pela via fecal-oral, geralmente associado ao consumo de água contaminada.


    Cada tipo possui características diferentes em relação à transmissão, evolução e tratamento.


    A hepatite A causa infecção aguda e não evolui para forma crônica. Já a hepatite B e a hepatite C podem persistir no organismo por anos, causando inflamação contínua no fígado.


    Por isso, a detecção precoce das infecções é fundamental.



    Formas de transmissão



    As formas de transmissão das doenças variam conforme o tipo de vírus, conforme visto acima. No entanto, entre as principais, estão:


    1. Contato com sangue contaminado;
    2. Relações sexuais sem proteção;
    3. Compartilhamento de agulhas ou objetos cortantes;
    4. Transmissão da mãe para o bebê, principalmente durante o parto (transmissão perinatal).


    Essas formas de contágio reforçam a importância da prevenção infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) especialmente no caso da hepatite B.


    Situações comuns que podem representar risco incluem:


    • Compartilhamento de lâminas de barbear;
    • Uso de instrumentos não esterilizados em tatuagens ou piercings;
    • Procedimentos estéticos realizados sem controle sanitário adequado.


    Adotar medidas de prevenção de ISTs, como uso de preservativos e evitar compartilhamento de objetos perfurocortantes, é essencial para reduzir o risco de transmissão.



    Exame de hepatite: quais testes detectam as infecções exame de hepatite



    A detecção das hepatites virais é feita por meio de exames laboratoriais específicos.

    Entre os principais exames estão:


    • Exame de hepatite por sorologia;
    • Testes para hepatite B;
    • Testes para hepatite C;
    • Avaliação da função hepática;
    • Exames de carga viral quando indicados.


    exame é realizado com coleta de sangue e identifica anticorpos ou antígenos relacionados ao vírus.


    Já os exames de função hepática, como TGO e TGP, ajudam a avaliar se há inflamação no fígado.


    Em alguns casos, testes adicionais são solicitados para avaliar o estágio da doença ou acompanhar o tratamento.


    Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a ampliação do acesso à testagem é uma das principais estratégias para reduzir a incidência e as complicações associadas às hepatites.



    Sintomas das hepatites virais



    As hepatites virais muitas vezes não apresentam sintomas nas fases iniciais.


    Quando aparecem, os sinais podem incluir:


    • Cansaço persistente;
    • Náuseas;
    • Dor abdominal;
    • Urina escura;
    • Pele e olhos amarelados;
    • Fezes claras.


    Esses sintomas podem surgir em diferentes fases da doença, embora muitas infecções permaneçam assintomáticas por longos períodos.


    Por isso, a realização de testes, mesmo sem sintomas, pode ser recomendada em situações de risco ou em check-ups preventivos.



    Como prevenir



    A prevenção das hepatites virais envolve medidas simples e eficazes.


    Entre as principais estão:


    • Vacinação contra hepatite B;
    • Uso de preservativos nas relações sexuais;
    • Não compartilhar objetos perfurocortantes;
    • Garantir materiais esterilizados em procedimentos estéticos.


    A vacinação contra hepatite B é uma das estratégias mais eficazes de prevenção e está disponível gratuitamente no sistema público de saúde.


    Além disso, manter acompanhamento médico periodicamente contribui para preservar a função hepática.



    Importância do diagnóstico precoce



    Detectar precocemente as hepatites virais permite iniciar tratamento e acompanhamento antes que ocorram danos graves ao fígado.


    Sem diagnóstico e controle adequados, a infecção pode evoluir para:


    • Fibrose hepática;
    • Cirrose;
    • Câncer de fígado.


    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir significativamente a mortalidade associada às hepatites.


    As hepatites virais podem permanecer silenciosas por anos. Por isso, realizar exames preventivos e manter acompanhamento da função hepática fazem parte de uma estratégia importante para manter a saúde em dia.


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