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    Saúde da Mulher

    Levonorgestrel: como usar a pílula do dia seguinte com segurança

    Entenda como funciona o levonorgestrel, quando usar e quais cuidados tomar para evitar riscos.

    23 Jul 2025schedule14 minutos de leitura

    A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência indicado para prevenir a gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha do método habitual. Apesar de amplamente utilizada, ainda é cercada por dúvidas, mitos e desinformação. Neste artigo, você vai entender melhor como funciona, quais os cuidados ao utilizá-la e quando é hora de olhar com mais atenção para sua saúde ginecológica. 


    O que é levonorgestrel? levonorgestrel



    O levonorgestrel é o princípio ativo presente na maioria das pílulas do dia seguinte. Trata-se de um hormônio sintético da classe dos progestagênios, também presente em diversos anticoncepcionais de uso contínuo. Quando usado em dose única e alta, ele atua exclusivamente para prevenir a gravidez em situações emergenciais


    Como age no corpo? 


    O levonorgestrel interfere no ciclo menstrual de diferentes formas, dependendo do momento do ciclo em que é tomado. Sua principal ação é: 


    • Inibir ou atrasar a ovulação, impedindo que o óvulo seja liberado e possa ser fecundado. 
    • Quando a ovulação já ocorreu, pode espessar o muco cervical, dificultando o deslocamento dos espermatozoides. 
    • Em alguns casos, também pode alterar o revestimento do endométrio, tornando-o menos receptivo à implantação do embrião. 


    Importante: se a fecundação e a implantação já tiverem acontecido, a pílula do dia seguinte não tem efeito abortivo.  


    Ela é um contraceptivo, e não um método de interrupção da gravidez. 


    Quando pode ser usada? 


    O levonorgestrel deve ser usado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. No entanto, sua eficácia é maior nas primeiras 12 horas e diminui progressivamente com o tempo. Não é necessário aguardar nenhum sinal de ovulação ou do ciclo para usá-lo, o ideal é tomar o quanto antes. 


    Efeitos colaterais: o que é comum e o que é mito? 


    Entre os efeitos colaterais mais comuns, estão: 


    • Náuseas e vômitos; 
    • Dor de cabeça ou enxaqueca leve; 
    • Sensibilidade nas mamas; 
    • Tontura ou cansaço; 
    • Pequenos sangramentos fora do período menstrual; 
    • Atrasos ou adiantamentos no próximo ciclo. 


    Essas reações são geralmente leves e passageiras, resultado da carga hormonal concentrada. O ciclo menstrual pode levar até dois meses para se regularizar novamente


    O que é mito? 


    • "Causa aborto"Falso. A pílula age antes da gravidez se estabelecer. 
    • "Atrapalha a fertilidade"Falso. O uso ocasional não afeta a fertilidade futura. 
    • "Pode ser usada todo mês" Falso. O uso frequente não é recomendado, pois sobrecarrega o organismo e desregula o ciclo. 


    Contraindicações e riscos de falha 


    Apesar de ser segura para a maioria das mulheres, o uso do levonorgestrel não é indicado para todas. Deve-se evitar o uso (ou consultar um profissional antes) nos seguintes casos: 


    • Histórico de trombose ou distúrbios circulatórios; 
    • Doenças hepáticas graves; 
    • Alergia ao levonorgestrel ou a qualquer componente da fórmula; 
    • Mulheres que estejam amamentando nas primeiras 6 semanas pós-parto (pode haver passagem de hormônio pelo leite). 


    Além disso, a pílula pode falhar, principalmente se: 


    • For tomada após o período de ovulação; 
    • Houver vômitos ou diarreia nas horas seguintes à ingestão; 
    • Houver interação com outros medicamentos, como anticonvulsivantes ou antibióticos. 


    A taxa de eficácia gira em torno de 85% a 95%, dependendo do tempo entre a relação e o uso. 


    Não substitui métodos anticoncepcionais regulares 


    A pílula do dia seguinte não deve ser usada como método de rotina. Ela não oferece proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), não tem o mesmo controle de eficácia de outros métodos e, quando usada com frequência, pode causar alterações hormonais significativas. 


    Para quem busca segurança e estabilidade no ciclo, o ideal é consultar um profissional de saúde e adotar um método contraceptivo contínuo, como pílula combinada, DIU, implante hormonal, anel vaginal ou injeção. 


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    Cuidar da saúde reprodutiva vai muito além de prevenir uma gravidez. Envolve olhar para o corpo, entender os sinais do ciclo, fazer exames preventivos e criar uma rotina de autocuidado.  


    O Check-up Mulher reúne exames fundamentais para avaliar sua saúde de forma ampla, incluindo: 


    • Hemograma completo – Avaliação geral da saúde e possíveis anemias 
    • Glicose em jejum e Hemoglobina Glicada – Para monitorar o risco de diabetes 
    • Ureia e Creatinina – Avaliação da função renal 
    • TGP (Alanina Aminotransferase) e GGT – Marcadores importantes da saúde do fígado 
    • TSH e T4 Livre – Exames que analisam a função da tireoide


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