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    Pílula do dia seguinte: como funciona e quando tomar

    Entenda o que é contracepção de emergência, quando usar e quais são os possíveis efeitos colaterais.

    20 Mar 2026schedule14 minutos de leitura


    A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência utilizado para reduzir o risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida ou quando ocorre falha de um método contraceptivo.


    Esse medicamento contém levonorgestrel, um hormônio sintético que atua no ciclo menstrual e pode impedir ou retardar a ovulação quando administrado dentro do prazo recomendado.


    Entender como funciona a pílula do dia seguinte é importante para utilizá-la de forma adequada e evitar uso incorreto. O método foi desenvolvido para situações excepcionais e não substitui métodos contraceptivos regulares, como preservativos ou anticoncepcionais hormonais.



    Pílula do dia seguinte: como funciona



    A pílula do dia seguinte atua principalmente antes da ovulação. O levonorgestrel interfere em etapas do ciclo reprodutivo que antecedem a fecundação.


    Entre os principais mecanismos de ação estão:


    • Inibir a ovulação;
    • Retardar a liberação do óvulo;
    • Dificultar o encontro entre espermatozoide e óvulo;


    Esses efeitos reduzem a probabilidade de fecundação quando o medicamento é utilizado dentro do período recomendado.


    É importante destacar que a pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez já existente. Seu efeito ocorre antes da implantação do óvulo fecundado.


    De acordo com organizações de saúde, como o Ministério da Saúde, a contracepção de emergência deve ser utilizada apenas em situações específicas, como falha do preservativo ou relação sexual sem proteção.



    Quando tomar a pílula do dia seguinte



    A contracepção de emergência é indicada em situações específicas, apenas como recurso para evitar gravidez após uma relação sexual desprotegida. Ela não deve substituir métodos contraceptivos regulares.


    As principais situações em que o método pode ser indicado incluem:


    1. Relação sexual sem preservativo;
    2. Rompimento do preservativo;
    3. Esquecimento de anticoncepcional oral;
    4. Violência sexual.


    Para maior eficácia, o medicamento deve ser tomado o mais rápido possível após a relação sexual. As recomendações gerais são:


    • Uso preferencial nas primeiras 24 horas;
    • Eficácia reduzida após esse período;
    • Prazo máximo de até 72 horas após a relação.


    Quanto mais cedo o medicamento é utilizado, maior é a chance de prevenir a gravidez.


    Acompanhe como é a ação do medicamento no organismo feminino.



    Como o levonorgestrel age no organismo



    levonorgestrel é um hormônio sintético semelhante à progesterona, que atua principalmente antes da ovulação, interferindo no ciclo menstrual.


    Ele age antes que uma fecundação possa acontecer, e entre os principais efeitos no organismo estão:


    • Bloqueio temporário da ovulação;
    • Alteração do muco cervical;
    • Modificação do ambiente uterino.


    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o levonorgestrel é considerado um fármaco seguro quando utilizado corretamente como contracepção de emergência.

    pílula do dia seguinte como funciona



    Diferença entre contracepção de emergência e métodos contraceptivos regulares



    A pílula do dia seguinte é um método emergencial. Ela foi desenvolvida para situações inesperadas e não deve ser utilizada como estratégia contraceptiva de rotina.


    Entre os métodos contraceptivos regulares mais utilizados estão:


    • anticoncepcional oral diário;
    • dispositivo intrauterino (DIU);
    • preservativo;
    • implante hormonal.


    Esses métodos apresentam maior eficácia na prevenção da gravidez quando usados corretamente.


    O uso frequente da contracepção de emergência pode provocar alterações hormonais e não oferece a mesma eficácia de métodos contraceptivos contínuos.



    Quais são os principais efeitos colaterais?


    Assim como outros medicamentos hormonais, a pílula do dia seguinte pode causar alguns efeitos temporários. Entre os mais relatados estão:


    • Náuseas;
    • Dor de cabeça;
    • Sensibilidade nas mamas;
    • Alterações no ciclo menstrual;
    • Pequeno sangramento fora do período esperado.


    Outro efeito possível é o atraso menstrual, que pode ocorrer devido à ação hormonal do medicamento.


    Na maioria dos casos, esses sintomas são leves e desaparecem espontaneamente. No entanto, se houver atraso menstrual superior a uma semana, é recomendado realizar teste de gravidez e procurar avaliação médica.



    A pílula do dia seguinte protege contra ISTs?



    A pílula do dia seguinte não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).


    A única forma de reduzir o risco de transmissão de ISTs durante relações sexuais é o uso de preservativos.


    Em situações de exposição de risco, pode ser indicado realizar um check-up de ISTs, que inclui exames laboratoriais para investigação de infecções sexualmente transmissíveis.


    Em situações de risco, pode ser indicado realizar um check-up IST, com exames laboratoriais específicos.


    Entre os exames frequentemente solicitados estão:


    • Sorologia para HIV;
    • Testes para sífilis;
    • Testes para hepatites virais.



    A importância do acompanhamento médico



    Embora seja um recurso importante em situações emergenciais, o método não substitui planejamento contraceptivo. O ideal é que cada pessoa faça o acompanhamento médico anual com o ginecologista e tome decisões informadas sobre a própria saúde sexual.


    A avaliação de saúde com ginecologista é recomendada para toda pessoa com aparelho reprodutor feminino sexualmente ativa, para:


    • Escolher métodos contraceptivos adequados;
    • Esclarecer dúvidas sobre saúde feminina e reprodutiva;
    • Realizar exames ginecológicos periódicos;
    • Avaliar possíveis alterações hormonais.


    Compreender a pílula do dia seguinte, como funciona e quando usar são passos importantes para cuidar da saúde reprodutiva com informação e responsabilidade.


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