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    Exame de Ácido Mandélico: indicador de exposição ao estireno

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    Prazo do resultado

    4 dias úteis

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    Material coletado

    URINA INÍCIO DA JORNADA DE TRABALHO

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    Método de coleta

    Segunda a sábado

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    Instruções de preparo

    Coleta AMI: (AMI)Coletar em frasco apropriado a amostra no início do primeiro dia da semana da jornada de trabalho, ou antes do período de exposição. Manter a amostra refrigerada desde o momento da coleta. Durante o cadastro do exame serão geradas duas etiquetas, uma para análise do AFGI e outra para realização da creatinina urinária. As duas amostras deverão ser encaminhadas ao laboratório para o processamento do exame.

    Exame de Ácido Mandélico: indicador de exposição ao estireno

    Exame de toxicologia ocupacional para monitoramento da exposição ao estireno e etilbenzeno antes do início da jornada de trabalho.

    O que é o Exame de Ácido Mandélico - Início da Jornada de Trabalho?

    O ácido mandélico (AMI) é o principal indicador biológico da exposição ocupacional ao estireno e ao etilbenzeno, substâncias químicas amplamente utilizadas em processos industriais. Quando absorvidos pelo organismo, esses compostos são biotransformados no fígado, produzindo como metabólitos o ácido mandélico e o ácido fenilglioxílico, ambos eliminados pela urina.

    O exame mede a concentração do ácido mandélico na urina coletada antes do início do turno de trabalho (pré-exposição).

    Essa coleta reflete a carga residual dos compostos químicos no organismo após o período de descanso.  O teste é realizado por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), técnica de alta precisão.

    Para que serve este exame ocupacional?

    O exame de ácido mandélico de início da jornada serve para:

    • Monitoramento biológico de trabalhadores expostos ao estireno e ao etilbenzeno em ambiente laboral (exigência da NR-7 do Ministério do Trabalho e Emprego);
    • Avaliação do nível basal de exposição acumulada , antes de nova exposição na jornada;
    • Identificação de trabalhadores com exposição excessiva aos limites biológicos máximos permitidos (IBMP);
    • Acompanhamento da saúde ocupacional em programas de controle médico (PCMSO);
    • Auxílio no diagnóstico de intoxicação crônica por estireno ou etilbenzeno.

    Quais sintomas podem levar à realização do exame?

    Os trabalhadores expostos ao estireno podem apresentar alguns sintomas de acordo com a exposição.

    Exposição aguda (altas concentrações)

    • Irritação de olhos, nariz e garganta;
    • Tontura, cefaleia e confusão mental;
    • Náuseas;
    • Comprometimento do sistema nervoso central.

    Exposição crônica (longo prazo)

    • Comprometimento da memória e concentração;
    • Alterações de humor (irritabilidade, ansiedade, depressão);
    • Neuropatia periférica: formigamento e fraqueza nos membros;
    • Comprometimento hepático (hepatotoxicidade);
    • Possível relação com carcinogênese (classificado como possível carcinógeno humano pela IARC/OMS).

    Quais as doenças relacionadas a este exame?

    • Intoxicação Aguda por Estireno: irritação intensa das mucosas e comprometimento neurológico central em exposições de alta concentração;
    • Neurotoxicidade Central: alterações cognitivas e comportamentais por exposição crônica;
    • Neuropatia Periférica Ocupacional: comprometimento dos nervos periféricos por exposição prolongada;
    • Hepatotoxicidade: dano hepático relacionado à depleção de glutationa pelos metabólitos do estireno;
    • Risco Carcinogênico: a IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, vinculada à OMS) classifica o estireno como possível carcinógeno humano (Grupo 2A).

    Setores industriais com maior risco de exposição

    • Produção de poliestireno (isopor e plásticos rígidos);
    • Fabricação de resinas e fibra de vidro;
    • Indústria de borracha sintética;
    • Fabricação de tintas, vernizes e colas à base de solvente;
    • Refinarias e petroquímicas (etilbenzeno como aditivo de combustível).

    É necessário algum tipo de jejum ou preparo?

    Não é obrigatório jejum, mas algumas indicações de preparo são necessárias:

    • Coleta: realizar no início do primeiro dia da semana de trabalho, ANTES do período de exposição ao solvente;
    • Não ingerir bebida alcoólica nas 24 horas anteriores à coleta, pois o álcool inibe a biotransformação do estireno e pode reduzir artificialmente os níveis de ácido mandélico;
    • Informar ao laboratório se é coleta de início (AMI) ou final (AM) de jornada;
    • Atenção: a creatinina urinária também é dosada simultaneamente para corrigir o resultado em relação ao volume urinário, o laboratório gerará duas etiquetas para o mesmo material.

    *As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a consulta médica. Procure sempre um médico para avaliação e interpretação dos seus resultados.

    Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especialista em bacteriologia clínica. Atualizado em julho de 2026.

    Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

    Perguntas frequentes

    O AMI reflete a carga acumulada residual do solvente no organismo após o descanso. O AM (final de jornada) mede a exposição aguda da jornada que acabou de terminar. A análise combinada dos dois fornece o perfil completo de exposição do trabalhador. Os dois exames devem ser realizados após pelo menos dois dias consecutivos de exposição.

    O etanol compete com o estireno nas enzimas hepáticas responsáveis pela biotransformação, reduzindo a produção de ácido mandélico. Resultado: o exame pode subestimar a exposição real do trabalhador ao solvente.

    Médicos do trabalho, dentro do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), conforme exigência da NR-7. Toxicologistas e clínicos com atuação em saúde ambiental também podem solicitar em situações específicas.

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