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    Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais

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    Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais

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    Prazo do resultado

    11 dias úteis

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    Material coletado

    SORO

    favorite

    Método de coleta

    Segunda a sexta-feira

    description

    Instruções de preparo

    Outros: É obrigatório informar a idade do paciente e os medicamentos em uso nos últimos 30 dias, especialmente hormônios esteroides. (ANDIONA)

    Exame de Androstenediona: diagnóstico de SOP e distúrbios adrenais

    Entenda o que é a androstenediona, para que serve o exame, quando é indicado e como se preparar para investigar distúrbios hormonais e fertilidade.

    O que é o exame de androstenediona?

    A androstenediona é um hormônio esteroide produzido principalmente pelas glândulas adrenais (suprarrenais), pelos ovários nas mulheres e, em menor quantidade, pelos testículos nos homens.

    Sua principal função no organismo é atuar como precursor hormonal: ela é convertida em testosterona (hormônio masculino) ou em estrona (hormônio feminino), dependendo da via metabólica ativa em cada tecido.

    O exame de androstenediona mede a concentração desse hormônio no sangue (soro) e é solicitado quando há suspeita de desequilíbrio na produção de hormônios sexuais, especialmente em casos de excesso de andrógenos (hiperandrogenismo) ou distúrbios adrenais.

    Por ser um hormônio intermediário, sua dosagem complementa a avaliação de testosterona, DHEA-S e outros andrógenos no contexto do perfil hormonal completo.

    Para que serve o exame de androstenediona?

    • Investigação do hiperandrogenismo em mulheres (excesso de hormônios sexuais masculinos);
    • Diagnóstico e acompanhamento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP);
    • Diagnóstico de Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), especialmente por deficiência de 21-hidroxilase;
    • Investigação de hirsutismo (pelos excessivos em mulheres) e acne hormonal;
    • Avaliação de puberdade precoce ou tardia em crianças e adolescentes;
    • Investigação de tumores virilizantes nos ovários, testículos ou glândulas adrenais;
    • Diagnóstico de Síndrome de Cushing;
    • Avaliação da causa de irregularidades menstruais e infertilidade;
    • Diagnóstico da doença de Addison (insuficiência adrenal): androstenediona reduzida;
    • Monitoramento de tratamento hormonal e terapia de reposição.

    Quais sintomas podem levar à realização do exame?

    Em mulheres (excesso de andrógenos):

    • Crescimento excessivo de pelos em face, tórax e abdômen (hirsutismo);
    • Acne persistente e grave;
    • Queda de cabelo em padrão masculino (alopecia androgênica);
    • Irregularidades menstruais ou ausência de menstruação (amenorreia);
    • Infertilidade;
    • Engrossamento da voz e outros sinais de virilização.

    Em crianças (avaliação de desenvolvimento):

    • Aparecimento precoce de pelos pubianos e axilares;
    • Desenvolvimento sexual antes da idade esperada (puberdade precoce);
    • Genitália ambígua em recém-nascidos (suspeita de HAC).

    Em ambos os sexos:

    • Suspeita de tumor adrenal ou ovariano produtor de andrógenos;
    • Alterações hormonais identificadas em exames de rotina.

    Quais as doenças relacionadas a este exame?

    • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP): condição mais comum de hiperandrogenismo em mulheres em idade fértil; a androstenediona frequentemente está elevada;
    • Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC): distúrbio genético que leva à produção excessiva de andrógenos pelas adrenais desde o nascimento;
    • Síndrome de Cushing: excesso de cortisol que pode elevar também os andrógenos adrenais;
    • Doença de Addison: insuficiência adrenal primária em que a androstenediona se encontra reduzida;
    • Tumores virilizantes: tumores de ovário, testículo ou adrenal que secretam androgênios em excesso (níveis extremamente elevados);
    • Hirsutismo idiopático: hirsutismo sem causa definida, com androstenediona muitas vezes elevada;
    • Puberdade precoce de origem adrenal ou gonadal.

    É necessário algum tipo de jejum ou preparo?

    • Jejum: não é obrigatório em geral, mas alguns protocolos recomendam jejum de 4 horas, verificar orientação da unidade de coleta;
    • Coleta em sangue venoso (soro);
    • Informar ao médico e ao laboratório todos os medicamentos em uso, especialmente: anticoncepcionais hormonais, corticosteroides, esteroides anabolizantes, terapia de reposição hormonal;
    • Atenção ao horário da coleta: os níveis de androstenediona variam ao longo do dia, atingindo concentração máxima pela manhã. Recomenda-se a coleta nas primeiras horas da manhã, idealmente dentro das 2 horas após o horário habitual de acordar;
    • Em mulheres, os níveis de androstenediona também variam ao longo do ciclo menstrual, com pico ao redor do meio do ciclo. O médico deve orientar o melhor momento para a coleta de acordo com o objetivo clínico.

    *As informações desta página têm caráter informativo e não substituem a consulta médica. Procure sempre um médico para avaliação e interpretação dos seus resultados.

    Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especialista em bacteriologia clínica. Atualizado em julho de 2026.

    Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

    Perguntas frequentes

    Não. São hormônios distintos. A androstenediona é um precursor — ou seja, o organismo a converte em testosterona ou estrona. Seu nível pode estar elevado mesmo quando a testosterona sérica está normal, sendo por isso um marcador valioso no hiperandrogenismo.

    Sim. Em homens, pode ser utilizado para investigar a função adrenocortical, avaliar suspeita de tumor adrenal e compor o perfil hormonal em contextos específicos.

    A avaliação hormonal completa do hiperandrogenismo costuma incluir: androstenediona, testosterona total e livre, DHEA-S, cortisol, 17-OH progesterona e, em muitos casos, prolactina e hormônios da hipófise (FSH, LH). A análise conjunta aumenta a precisão diagnóstica.

    Depende do objetivo. Para avaliação da reserva ovariana e produção basal de andrógenos, muitos médicos preferem coleta na fase folicular inicial (2º ao 5º dia do ciclo). Siga sempre a orientação do seu médico.

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