Citologia em Meio Líquido: evolução do Papanicolau
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R$ 28,20
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
5 dias úteis
Material coletado
RASPADO DE COLO DE ÚTERO (ECTO E ENDOCERVICAL)
Método de coleta
Segunda a sexta-feira
Instruções de preparo
Preparo CITO: (CITO)Dados: Por não se tratar de um diagnóstico oriundo de quadro clínico, mas sim de um exame de rastreio, não é obrigatório o envio de requisição médica, junto à amostra. No entanto, é obrigatório na presença de resultados suspeitos/positivos, o envio de exames anteriores ou dados clínicos relevantes para corroborar o resultado da análise citológica. *Vide modelo de requisição no item "Formulários obrigatórios" - RQ 0853 Requisição Citologia em Meio Líquido" Para o envio de uma segunda amostra da mesma paciente, como em casos de coletas realizadas em útero bicorno, deve-se utilizar o código subsequente no mesmo registro (CITO2 ? 2ª amostra), permitindo a adequada correlação entre as coletas.
Citologia em Meio Líquido: evolução do Papanicolau
Conheça o preventivo ginecológico por meio de Citologia em meio líquido, exame que pode detectar alterações antes do câncer.
O que é o Exame de Citologia em Meio Líquido?
A citologia em meio líquido é um exame que analisa as células do colo do útero para identificar alterações que possam indicar lesões precursoras ou câncer cervical. O nome vem da técnica: em vez de espalhar as células coletadas diretamente em uma lâmina (como no método convencional), elas são preservadas em um líquido especial para processamento posterior.
É o mesmo exame de rastreamento do câncer do colo do útero, com uma tecnologia mais moderna.
Para que serve o preventivo?
O exame preventivo ginecológico, popularmente chamado de "preventivo" ou Papanicolau”, é uma das ferramentas mais eficazes para a detecção precoce do câncer do colo do útero. A citologia em meio líquido é a versão moderna e tecnologicamente aprimorada desse exame, com vantagens significativas em relação ao método convencional.
A citologia em meio líquido é utilizada para:
- Rastreamento do câncer do colo do útero: detectar células anormais antes que se tornem câncer;
- Identificação de lesões precursoras: NIC I, NIC II, NIC III (lesões de baixo e alto grau);
- Diagnóstico de infecção por HPV: alterações celulares compatíveis com o vírus podem ser identificadas;
- Avaliação de processos inflamatórios e infecciosos do colo do útero.
Quem deve fazer e com que frequência?
A recomendação do Ministério da Saúde brasileiro é:
- Mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram atividade sexual devem fazer o exame anualmente nos dois primeiros anos; se ambos forem normais, a cada 3 anos;
- Mulheres acima de 64 anos com dois ou mais exames negativos nos últimos 5 anos podem interromper o rastreamento;
- Mulheres imunossuprimidas (HIV, transplantadas, em quimioterapia) devem fazer o exame com maior frequência. Se este é seu caso, consulte seu ginecologista.
Como se preparar para o exame?
Para garantir uma amostra de qualidade e o resultado do exame:
- Evite relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame;
- Evite duchas vaginais nos 2 dias anteriores;
- Evite cremes, lubrificantes ou medicamentos vaginais nos 2 dias anteriores;
- Prefira não realizar o exame durante a menstruação. Aguarde ao menos 3-5 dias após o fim do fluxo.
Como é feita a coleta?
A coleta é rápida (geralmente menos de 5 minutos) e realizada pelo médico ou profissional de saúde:
- A paciente é posicionada na maca ginecológica;
- Um espéculo é introduzido para visualizar o colo do útero;
- Uma escova especial coleta células da ectocérvice (parte externa) e da endocérvice (canal cervical);
- A escova com as células é mergulhada em um frasco com líquido preservante;
- No laboratório, as células são processadas e preparadas em lâmina para análise microscópica. O patologista analisa a morfologia celular ao microscópio.
A grande vantagem é que a amostra preservada em líquido pode ser utilizada para exames adicionais, como o teste de HPV (papilomavírus humano), sem necessidade de nova coleta.
Como interpretar o resultado?
Os resultados seguem a Classificação de Bethesda e o resultado normal é o negativo para lesão intraepitelial ou malignidade. Qualquer outro resultado, que esteja alterado, deve ser avaliado e discutido com seu ginecologista. A maioria das alterações leves não evolui e pode ser acompanhada ou tratada com sucesso.
Por que o rastreamento regular é tão importante?
O câncer do colo do útero é uma das neoplasias mais preveníveis. Quando detectado em fase inicial ou em estágio pré-canceroso, o tratamento é muito eficaz e a cura é possível. O problema é que as lesões precursoras geralmente não causam sintomas. O exame é a única forma de identificá-las.
Doenças relacionadas ao preventivo
Neoplasia intraepitelial cervical (NIC), Neoplasia intraepitelial vaginal (NIVA), Neoplasia intraepitelial vulvar (NIV), Câncer de colo de útero, Câncer de vagina, Câncer de vulva
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Conteúdo revisado por: Juliana Bartholo de Andrade Gonçalves, Biomédica (CRBM-SP 8235), especializada em biologia molecular.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.
Perguntas frequentes
Sim. O exame preventivo pode e deve ser realizado durante o pré-natal, se estiver dentro do prazo de rastreamento.
Pode haver um leve desconforto durante a introdução do espéculo, especialmente em mulheres com tensão ou que nunca fizeram o exame antes. Em geral, é rápido e tolerável.
O exame pode identificar alterações celulares compatíveis com a infecção por HPV, mas o diagnóstico específico do vírus exige o exame de PCR para HPV, que pode ser feito na mesma amostra coletada em meio líquido.
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