Exame de Epstein-Barr (EBV IgG): para que serve e quando fazer
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R$ 11,28
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
2 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas. (EBARG)
Exame de Epstein-Barr (EBV IgG): para que serve e quando fazer
O exame de Epstein-Barr EBV IgG identifica anticorpos de longa duração contra o vírus Epstein-Barr, ajudando a confirmar infecções passadas e a imunidade adquirida.
O que é o exame de Epstein-Barr?
O exame de Epstein-Barr IgG é um teste sorológico que identifica anticorpos do tipo IgG produzidos pelo organismo após o contato com o vírus Epstein-Barr (EBV).
O vírus Epstein-Barr (EBV) pertence à família dos herpesvírus e está presente em praticamente todas as populações do mundo, estima-se que mais de 90% dos adultos já tiveram contato com ele em algum momento da vida. Ele é transmitido principalmente pela saliva, razão pela qual a mononucleose infecciosa ganhou o apelido popular de "doença do beijo".
Conforme citado, o EBV IgG detecta anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG) produzidos pelo organismo em resposta ao vírus. Esses anticorpos surgem semanas após a infecção inicial e permanecem presentes pelo resto da vida, funcionando como uma "memória imunológica" da exposição ao EBV.
Diferentemente dos anticorpos IgM que aparecem durante a fase aguda da doença, os anticorpos IgG indicam que a infecção já ocorreu no passado e que o sistema imunológico desenvolveu imunidade contra o vírus.
Para que serve o EBV IgG?
O teste EBV IgG é solicitado em diferentes contextos clínicos. Seu principal objetivo é ajudar o médico a entender se o paciente já teve contato com o vírus Epstein-Barr e qual é o seu estado imunológico atual. Veja as principais indicações:
- Confirmar se a pessoa já foi infectada pelo EBV e desenvolveu imunidade;
- Auxiliar no diagnóstico de mononucleose infecciosa, em conjunto com IgM e outros testes, diferenciando infecção recente de passada;
- Avaliar pacientes com sintomas prolongados, como fadiga extrema e linfadenopatia, para excluir EBV ativo;
- Investigar causas de aumento do baço ou alterações hepáticas.
O exame também pode ser solicitado em pessoas com sinais de hepatite ou em pacientes imunossuprimidos, uma vez que o EBV está associado ao desenvolvimento de alguns tipos de linfoma em indivíduos com imunidade comprometida.
Quais sintomas podem levar à realização do exame?
O exame EBV IgG pode ser solicitado quando o médico suspeita de mononucleose infecciosa, a manifestação mais conhecida do vírus Epstein-Barr. Seus sintomas podem ser intensos e persistirem por semanas, muitas vezes sendo confundidos com outras infecções.
O exame pode ser indicado quando há sinais como:
- Fadiga intensa e prolongada;
- Febre e dor de garganta severa;
- Linfonodos inchados no pescoço e axilas;
- Aumento do baço e do fígado;
- Erupção cutânea
Também pode ser solicitado em pacientes imunossuprimidos ou em investigação de doenças associadas ao EBV, como hepatite a alguns tipos de linfoma.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo?
Não há preparo específico.
Pode ser recomendado jejum leve para facilitar a coleta, conforme orientação do laboratório.
Quais as doenças relacionadas a este exame?
O EBV causa mononucleose infecciosa, doença caracterizada por fadiga extrema, febre, dor de garganta e linfadenopatia.
Em raros casos, especialmente em pessoas com sistema imunológico comprometido, o vírus pode contribuir para o desenvolvimento de linfomas de Burkitt, carcinoma nasofaríngeo e outras doenças linfoproliferativas. Identificar anticorpos IgG ajuda a diferenciar infecções antigas de recentes.
A identificação dos anticorpos IgG é essencial para diferenciar infecções antigas, em que o EBV já não está ativo, de quadros recentes, nos quais é necessário um acompanhamento mais próximo.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica. Atualizado em maio de 2026.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana | CRM-SP 112181
Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
Perguntas frequentes
Não. Anticorpos IgG indicam exposição passada. Para saber se a infecção é recente, o médico avalia a presença de IgM e sintomas atuais.
Após a infecção, a maioria das pessoas desenvolve imunidade permanente. Entretanto, o vírus permanece latente e pode reativar em indivíduos imunossuprimidos.
É uma coleta de sangue simples, com incômodo mínimo.
Não é necessário. Você pode retomar suas atividades normais imediatamente.
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