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    Exame de Hemoglobina Glicada: o que é, pra que serve

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    Exame de Hemoglobina Glicada: o que é, pra que serve

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    Informações da coleta

    schedule

    Prazo do resultado

    2 dias úteis

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    Material coletado

    SANGUE TOTAL

    favorite

    Método de coleta

    Segunda a sábado

    description

    Instruções de preparo

    Jejum: Jejum aconselhável de 4 horas. (HBA1C)

    Exame de Hemoglobina Glicada: o que é, pra que serve

    Conheça o exame de hemoglobina glicada que diagnostica e monitora o diabetes avaliando a glicose dos últimos 3 meses.

    O que é o Exame de Hemoglobina Glicada? 

    HbA1c é uma forma de proteína presente naturalmente nos glóbulos vermelhos humanos, muito útil na identificação de altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. O exame de sangue revela a média dos níveis açúcar dos últimos dois a três meses. 

    Como o exame de hemoglobina glicada funciona:

    A hemoglobina presente nos eritrócitos é responsável por transportar oxigênio.  

    Quando a glicose se liga à hemoglobina, forma-se o composto hemoglobina glicada ou HBA1C

    Como os glóbulos vermelhos vivem em média 120 dias, a proporção de hemoglobina glicada no sangue reflete diretamente o quanto de glicose esteve presente ao longo desse período, e não apenas no dia da coleta.

    Esse mecanismo confere ao exame uma confiabilidade especial: o resultado é pouco ou nada influenciado por variações agudas da glicemia, como refeições recentes, estresse ou exercícios físicos. Por isso, a HbA1c é amplamente reconhecida como uma das ferramentas mais robustas para o diagnóstico e o acompanhamento do diabetes mellitus. 

    O uso da hemoglobina glicada para diagnóstico do diabetes foi formalmente recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela American Diabetes Association (ADA) a partir de 2009 e 2010, respectivamente.  

    A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) adota os mesmos critérios. De acordo com essas diretrizes, valores de HbA1c iguais ou superiores a 6,5% são, geralmente, indicativos de diabetes mellitus; entre 5,7% e 6,4% caracterizam o estado de pré-diabetes (critério ADA/SBD). 

    Para que serve o exame? 

    O exame de hemoglobina glicada tem duas finalidades principais, igualmente relevantes para o cuidado com a saúde do paciente: 

    1. Diagnóstico de diabetes e pré-diabetes

    Identificar novos casos de diabetes mellitus e de pré-diabetes em pessoas com fatores de risco ou sintomas suspeitos. Diferentemente da glicemia em jejum, a HbA1c é um exame de diabetes que pode ser coletado sem jejum rigoroso e sem teste de sobrecarga de glicose, o que facilita a realização e aumenta a adesão ao rastreamento.  

    2. Monitoramento do controle glicêmico

    Acompanhar o controle glicêmico de pacientes já diagnosticados com diabetes, avaliando se o tratamento em curso, seja por dieta, atividade física ou medicação, está sendo eficaz ao longo do tempo.  

    O resultado da HbA1c orienta o médico sobre a necessidade de ajustes no esquema terapêutico e é solicitado, geralmente, a cada 3 a 6 meses para pacientes em acompanhamento regular. 

    Quais sintomas podem levar à realização do Exame de Hemoglobina Glicada?  

    O exame de hemoglobina glicada pode ser solicitado tanto para investigação de sintomas sugestivos de diabetes quanto como parte de um rastreamento preventivo em pessoas com fatores de risco, mesmo sem sintomas evidentes. 

    Sintomas que podem motivar a solicitação do exame:

    • Sede excessiva e sensação constante de boca seca; 
    • Urina frequente e em volume aumentado (poliúria); 
    • Fome intensa mesmo após refeições; 
    • Cansaço e fadiga sem causa aparente; 
    • Visão embaçada ou borrada; 
    • Cicatrização lenta de feridas e cortes; 
    • Formigamento, dormência ou sensação de queimação nos pés e mãos; 
    • Infecções recorrentes (urinárias, na pele ou nas gengivas); 
    • Perda de peso sem motivo identificado (mais comum no Diabetes Tipo 1). 

    Grupos com indicação de rastreamento, mesmo sem sintomas:

    • Pessoas com histórico familiar de diabetes (pais, irmãos); 
    • Adultos acima de 45 anos; 
    • Pessoas com sobrepeso ou obesidade; 
    • Mulheres com histórico de diabetes gestacional; 
    • Pessoas com hipertensão arterial ou colesterol/triglicérides alterados; 
    • Portadores de síndrome dos ovários policísticos (SOP); 
    • Pacientes em uso prolongado de corticoides ou antipsicóticos; 
    • Pessoas com sedentarismo e hábitos alimentares com excesso de açúcares e ultraprocessados. 

    O rastreamento precoce é fundamental. Identificar a doença antes do surgimento das complicações é o caminho mais eficaz para o controle e a manutenção da qualidade de vida. 

    Quais as doenças relacionadas a este exame HbA1c?

    Diabetes. 

    O que é o Diabetes?

    O diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada pela elevação persistente dos níveis de glicose no sangue (hiperglicemia), em decorrência de falhas na produção ou na ação da insulina, o hormônio responsável por transportar a glicose das células.

    Existem diferentes tipos de diabetes, sendo os mais comuns o diabetes Tipo 1, o diabetes Tipo 2 e o diabetes gestacional.

    O impacto do diabetes no Brasil é expressivo. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE) e do Ministério da Saúde apontam que a prevalência de diabetes na população adulta brasileira ultrapassa 8%, podendo chegar a mais de 20% entre pessoas com 60 anos ou mais.

    Estimativas mais recentes indicam que mais de 15 milhões de adultos brasileiros foram afetados pela doença em 2021. As projeções apontam para cerca de 19 milhões até 2030.

    Um dos aspectos mais preocupantes é que aproximadamente metade dos casos de diabetes não tem diagnóstico, o que significa que muitas pessoas convivem com a doença sem saber.

    Quando não controlado adequadamente, o diabetes pode levar a complicações graves, incluindo doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, comprometimento dos rins (nefropatia), danos à visão (retinopatia) e perda de sensibilidade nos membros (neuropatia).

    A manutenção de níveis de HbA1c abaixo de 7% é um dos principais objetivos terapêuticos para a maioria dos pacientes com diabetes, conforme as diretrizes da SBD e da OMS, pois está associada à redução significativa do risco dessas complicações. 

    É necessário algum tipo de jejum ou preparo? 

    É aconselhável um jejum de 4 horas antes da coleta para maior padronização do resultado.   

    A coleta é feita por punção venosa simples (coleta de sangue), de forma rápida e sem preparo especial adicional. Não é necessário repouso após o procedimento. 

    Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica. Atualizado em maio de 2026. 

    Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana | CRM-SP 112181 

    Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial 

    Perguntas frequentes

    São exames complementares com finalidades distintas. A glicemia em jejum é uma "fotografia" do nível de açúcar no sangue naquele momento exato, e por isso exige jejum de 8 horas. Já a hemoglobina glicada (HbA1c) é um "filme" dos últimos 2 a 3 meses: ela reflete a média do controle glicêmico ao longo de todo esse período, sem ser influenciada pelo que o paciente comeu na véspera ou no dia da coleta. Por isso, a HbA1c é considerada um indicador mais estável e confiável para o diagnóstico e o acompanhamento do diabetes.

    O exame de HbA1c pode tecnicamente ser realizado sem jejum, pois o resultado não é afetado pela refeição mais recente. No entanto, é aconselhável um jejum de 4 horas para maior padronização da coleta. Confirme as instruções ao agendar.

    Um resultado de HbA1c igual ou superior a 6,5% é indicativo de diabetes mellitus, conforme os critérios da OMS, da ADA e da Sociedade Brasileira de Diabetes. No entanto, os valores dependem de cada laboratório e o diagnóstico definitivo deve ser confirmado pelo médico, que pode solicitar a repetição do exame ou testes complementares para validar o resultado, especialmente na ausência de sintomas. Não tome decisões sem orientação médica.

    Sim. Algumas condições clínicas podem interferir no resultado da HbA1c, como anemias hemolíticas, hemoglobinopatias (como a anemia falciforme) e insuficiência renal. Por isso, a interpretação do resultado deve sempre considerar o histórico clínico completo do paciente, o que reforça a importância do acompanhamento médico.

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