Exame de Fosfatase Alcalina Óssea: o que é, pra que serve
Exame de Fosfatase Alcalina Óssea: o que é, pra que serve
R$ 80,00
* Valores e formas de pagamento variam conforme o laboratório escolhido.
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Informações da coleta
Prazo do resultado
3 dias úteis
Material coletado
SORO CONGELADO
Método de coleta
Quinta-feira
Instruções de preparo
Jejum: Aconselhável de 4 horas. (FALCO)
Exame de Fosfatase Alcalina Óssea: o que é, pra que serve
Exame de sangue que mede a atividade dos osteoblastos para investigar e acompanhar osteoporose, doença de Paget e outras doenças do metabolismo ósseo.
O que é o Exame de Fosfatase Alcalina Óssea?
O exame de Fosfatase Alcalina Óssea, também chamado de BAP Ostase ou, pela sigla FALCO, é um exame de sangue que mede a atividade dos osteoblastos, as células responsáveis pela formação e mineralização dos ossos.
Ao contrário do exame de fosfatase alcalina total, que reflete a atividade combinada de fígado, rins e ossos, a BAP é uma isoenzima específica do tecido ósseo. Isso significa que seus valores refletem diretamente o que está acontecendo na remodelação do esqueleto, sem interferência das funções hepática ou renal.
Durante a formação óssea, os osteoblastos produzem e liberam a fosfatase alcalina óssea na corrente sanguínea. A concentração de BAP no sangue, portanto, é um indicador direto da taxa de formação de osso novo no esqueleto.
Quando os níveis estão elevados, isso pode sinalizar que o organismo está trabalhando com intensidade para construir ou reparar tecido ósseo, o que pode ser sinal tanto de uma resposta normal ao tratamento quanto de uma doença óssea subjacente que precisa de avaliação médica.
Um aspecto clinicamente relevante é que este é um dos poucos marcadores do metabolismo ósseo que é menos afetado por variações na função renal. Isso a torna especialmente útil no acompanhamento de pacientes com doença renal crônica, para quem outros marcadores podem apresentar resultados alterados por razões não relacionadas ao osso.
Para que serve o exame de BAP?
O exame de Fosfatase Alcalina Óssea serve para investigar e acompanhar doenças que afetam o metabolismo ósseo, além de monitorar a resposta ao tratamento em pacientes já diagnosticados. Suas principais indicações clínicas são:
Diagnóstico e investigação:
- Auxiliar no diagnóstico da osteoporose, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em homens acima de 50 anos com fatores de risco;
- Investigar a doença de Paget, um distúrbio localizado da remodelação óssea em que há produção excessiva e desorganizada de tecido ósseo, com elevação acentuada dos níveis de fosfatase alcalina;
- Auxiliar na distinção entre doença óssea adinâmica (produção óssea baixa) e osteíte fibrosa (produção óssea alta), especialmente em pacientes com doença renal, situação em que o exame de PTH de segunda geração pode não ser suficiente para o diagnóstico.
Monitoramento de tratamento:
- Acompanhar a resposta ao tratamento antirreabsortivo (como os bisfosfonatos) em pacientes com osteoporose ou doença de Paget;
- Monitorar mulheres pós-menopáusicas em terapia de reposição estrogênica, avaliando o efeito do tratamento sobre a formação óssea;
- Avaliar a eficácia de tratamentos em pacientes com doença renal crônica que desenvolvem alterações no metabolismo ósseo.
Doenças que podem estar relacionadas a este exame:
- Osteoporose;
- Doença de Paget (osteíte deformante);
- Hiperparatireoidismo;
- Osteomalácia (deficiência grave de vitamina D com comprometimento da mineralização);
- Raquitismo;
- Hipertireoidismo.
O que é a doença de Paget?
A doença de Paget é um distúrbio crônico relacionado à renovação óssea, que causa a criação de ossos maiores, fracos e deformados. Comum em idosos, afeta principalmente pélvis, crânio, coluna e pernas, causando dor, fraturas ou compressão nervosa.
Quais sintomas podem levar à realização do teste?
As doenças ósseas frequentemente evoluem de forma silenciosa, sem sintomas claros nas fases iniciais. O exame de Fosfatase Alcalina Óssea pode ser solicitado tanto para a investigação de queixas específicas quanto como parte de um rastreamento preventivo em pacientes com fatores de risco. Os principais sintomas são:
- Dor óssea de causa não esclarecida, especialmente em coluna, quadril, pelve ou membros inferiores;
- Dor que piora ao repouso ou à noite (característica de doenças ósseas como Paget);
- Fraturas após traumas leves ou quedas de baixo impacto, que podem indicar fragilidade óssea por osteoporose;
- Diminuição de altura ao longo dos anos (sinal de compressão de vértebras)
- Deformidades ósseas progressivas;
- Dificuldade auditiva ou cefaleias de início recente em idosos (possível envolvimento craniano na doença de Paget);
- Resultado alterado de fosfatase alcalina total, sem alteração das enzimas hepáticas (sugerindo origem óssea);
- Diagnóstico de doença renal crônica, para acompanhamento do metabolismo ósseo.
Quem deve realizar o exame com indicação preventiva ou de rastreamento?
O Ministério da Saúde estima que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrerão alguma fratura osteoporótica ao longo da vida, e que aproximadamente 10 milhões de brasileiros convivem com a osteoporose, sendo que apenas 20% têm diagnóstico. As principais indicações, são:
- Mulheres na pós-menopausa, especialmente com histórico familiar de osteoporose ou fraturas;
- Homens acima de 50 anos com fatores de risco para perda óssea (tabagismo, sedentarismo, uso de corticoides, baixo peso corporal);
- Pacientes em uso prolongado de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo, como corticoides, anticonvulsivantes ou hormônios tireoidianos.
A investigação laboratorial, incluindo o exame de Fosfatase Alcalina Óssea, é uma das ferramentas disponíveis para identificar alterações no metabolismo ósseo antes que as consequências se tornem graves.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo?
É recomendável fazer jejum de 4 horas antes da coleta para resultados precisos. A coleta é feita por punção venosa (extração de sangue), de forma rápida.
O jejum de 4 horas é recomendável para maior padronização do resultado, já que alguns fatores alimentares podem interferir nos marcadores do metabolismo ósseo. Não é necessário repouso ou qualquer preparo especial além do período de jejum indicado.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica. Atualizado em maio de 2026.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana | CRM-SP 112181
Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial
Perguntas frequentes
Não. Após a coleta de sangue, você pode retomar suas atividades normalmente. Não é necessário nenhum período de repouso.
A fosfatase alcalina total é uma enzima produzida por vários órgãos, principalmente fígado, ossos e rins. Quando seu valor está alterado, pode ser difícil determinar a origem sem exames complementares. A Fosfatase Alcalina Óssea (BAP) é uma isoenzima específica do tecido ósseo, o que permite ao médico avaliar diretamente a saúde do esqueleto, sem confundir com alterações hepáticas ou renais.
Não necessariamente. Níveis elevados de BAP indicam aumento da atividade dos osteoblastos, as células que formam osso, e podem estar relacionados a várias condições, incluindo osteoporose, doença de Paget, hiperparatireoidismo e outras. A interpretação do resultado deve ser feita pelo médico em conjunto com a história clínica, outros exames laboratoriais e, quando indicado, exames de imagem como a densitometria óssea.
Não obrigatoriamente. Na osteoporose primária comum, os níveis de BAP podem estar dentro da normalidade, especialmente nos estágios mais iniciais, quando a perda óssea é lenta e gradual. Por isso, o exame de Fosfatase Alcalina Óssea é geralmente solicitado em conjunto com outros marcadores do metabolismo ósseo e exames de imagem.
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