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    Teste Genético de Intolerância à Lactose

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    Teste Genético para Intolerância à Lactose: descubra sua predisposição com exame por saliva 

    O Teste Genético de Intolerância à Lactose identifica, por meio do DNA, a predisposição genética para intolerância à lactose, oferecendo um diagnóstico definitivo e sem desconfortos típicos de outros métodos. 

    Por que fazer o teste genético para intolerância à lactose? 

    A intolerância à lactose afeta milhões de pessoas e pode causar sintomas como inchaço, diarreia, gases e desconforto abdominal.  

    Segundo a Sociedade Brasileira de Genética Médica, mais de 70% da população brasileira apresenta alguma redução na digestão da lactose com o passar dos anos. O teste genético evita falsos negativos e elimina a necessidade de ingestão de leite. 

    De acordo com a Dra. Maria Gabriela de Lucca Oliveira, Patologista Clínica – Assessoria Médica, CRM-SP 98.244, “é um exame que determina a predisposição genética de uma pessoa para desenvolver intolerância à lactose, através da identificação de variações genéticas relacionadas à produção de lactase. A intolerância à lactose é a incapacidade de digerir completamente a lactose, um açúcar encontrado no leite e seus derivados. Essa condição pode causar sintomas gastrointestinais como inchaço, diarreia e cólicas, após o consumo de produtos lácteos.” 

    A importância de identificar a intolerância à lactose Teste Genético de Intolerância à Lactose


    O diagnóstico correto evita restrições alimentares desnecessárias e melhora a qualidade de vida de forma definitiva. 

    Sintomas frequentes que merecem atenção 

    Inchaço, gases, diarreia, dores abdominais e náuseas após o consumo de leite podem indicar intolerância. Esses sinais são comuns, mas muitas vezes confundidos com outras condições gastrointestinais. 

    Impacto na saúde e no bem-estar 

    A persistência do consumo de lactose por quem tem intolerância pode causar inflamação intestinal, má absorção de nutrientes e desconforto constante — afetando o desempenho físico e mental no dia a dia. 

    Diagnóstico precoce evita dietas restritivas sem necessidade 

    Sem confirmação laboratorial, muitas pessoas eliminam laticínios da alimentação por conta própria, o que pode causar desequilíbrio nutricional. O teste genético traz clareza e orienta decisões mais seguras sobre a dieta. 

    Menos tentativas, mais precisão 

    Diferente de testes provocativos ou dietas de exclusão, o teste genético não exige ingestão de lactose, não gera sintomas durante o exame e oferece um resultado definitivo com base no DNA. 

    Como o teste de intolerância à lactose funciona? 

    O exame analisa variações no gene MCM6, que regula a produção da lactase – enzima responsável pela digestão da lactose. A coleta é feita por amostra de saliva, de forma simples e indolor, sem necessidade de jejum ou ingestão de lactose. 

    Para quem é indicado o Teste Genético de Intolerância à Lactose? 

    • Pessoas com desconfortos gastrointestinais após o consumo de leite ou derivados; 
    • Pacientes com diagnóstico clínico inconclusivo; 
    • Crianças com histórico familiar de intolerância; 
    • Quem deseja um diagnóstico claro, sem testes provocativos ou dietas restritivas. 

    Qual o preparo e prazo de resultado do exame? 

    A coleta é feita por saliva (swab bucal). Não é necessário jejum e não há ingestão de lactose para a realização do exame. O resultado é liberado em até 7 dias úteis. 

    * Lembre-se: a interpretação do laudo é de responsabilidade médica. Não se automedique. Consulte um profissional para esclarecer os resultados e fornecer um diagnóstico. 

    Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana | CRM-SP 112181

    Especialista em Patologia Clínica/Medicina Laboratorial

    Perguntas frequentes

    A alergia à proteína do leite de vaca, também conhecida como APLV, ocorre no primeiro ano de vida em aproximadamente 5% dos bebês e caracteriza-se pela dificuldade de ingerir as proteínas presentes no leite e derivados. Já a intolerância à lactose caracteriza-se pela dificuldade em digerir o açúcar do leite e derivados. A lactose normalmente se manifesta na idade adulta e não ativa o sistema imunológico do indivíduo.

    A lactose é o açúcar presente no leite e seus derivados, sendo a principal fonte de nutrição nos primeiros meses de vida. Já a lactase é a enzima responsável pela degradação da lactose. Essa enzima possui ação máxima na maioria dos recém-nascidos, porém, com o passar da idade, alguns indivíduos podem ter redução dessa atividade enzimática, tornando-se incapazes de digerir a lactose na idade adulta.

    A ausência ou redução na produção de lactase pode levar à hipolactasia, popularmente conhecida como intolerância à lactose, podendo se manifestar de três formas distintas no indivíduo: congênita, primária e secundária.

    A forma congênita é rara e costuma se manifestar na primeira semana de vida dos bebês. Ela decorre de uma desordem autossômica recessiva, resultando na inatividade da lactase no organismo. Nesses casos, o consumo de qualquer quantidade de lactose se torna perigoso. O diagnóstico se dá por meio do sequenciamento completo do gene da lactase (LCT), além da investigação clínica do paciente.

    A intolerância primária é geneticamente modulada e é resultante do declínio fisiológico da atividade enzimática da lactase. Essa redução de atividade é gradual e associada à interação entre genes e hábitos alimentares. Geralmente, os sintomas clínicos não são evidentes até a puberdade ou início da fase adulta. Tanto o teste genético quanto o teste das provas funcionais (curva, por exemplo) têm como objetivo verificar essa forma de intolerância. Atualmente, o teste genético para intolerância à lactose tem se mostrado uma ótima ferramenta para auxiliar na rotina clínica, além de apresentar inúmeras vantagens para o paciente.

    A intolerância à lactose secundária manifesta-se em decorrência de anormalidades na fisiologia do trato gastrointestinal, onde ele deixa de produzir adequadamente a lactase devido à presença de alguma doença, procedimentos cirúrgicos, etc., como por exemplo a doença celíaca, doença de Cronh, enterite (inflamação do intestino), entre outras. Este tipo de intolerância tende a ser transitório e o tratamento da condição causadora pode resolver o problema. Contudo, é necessária uma investigação abrangente para identificar a causa exata.

    Pacientes com a forma primária de intolerância à lactose precisam modificar sua dieta para ter pouca ou nenhuma lactose, ou ainda, administrar lactase antes das refeições que contenham este tipo de açúcar. Já para pacientes com a forma secundária, essa restrição alimentar é necessária até que o epitélio intestinal se regenere. Após identificar e tratar a causa do problema, a restrição alimentar pode ser retirada.

    Além da análise clínica, o diagnóstico é feito com base em exames específicos, incluindo as chamadas provas funcionais. O teste genético é o que temos de mais moderno para auxílio no diagnóstico da intolerância à lactose. Ele possui alta correlação com as provas funcionais, e é considerado uma importante ferramenta no diagnóstico diferencial da condição, apresentando elevada sensibilidade e especificidade.

    Rodrigo Faitta Chitolina, Biólogo (CRBio 108268/07-D), Mestre em Microbiologia, Parasitologia e Patologia, e atualmente Supervisor de Produtos do DB Molecular e DB Patologia, informa que por meio de métodos moleculares avançados de análise do DNA, o teste de intolerância à lactose genético analisa variações presentes no gene da lactase (LCT) e em sua região promotora (MCM6), 22018 G>A e 13910 C>T respectivamente, responsáveis pela persistência da atividade da lactase. Essas regiões analisadas são as mais predominantes e presentes na população brasileira.

    O teste é realizado com uma única coleta de sangue periférico em tubo EDTA ou com swab oral, coletado a partir de esfregaço da mucosa oral. Não necessita de jejum e nenhum tipo de preparo, ou seja, não é necessário a ingestão da lactose. Não causa desconfortos, e, consequentemente, não provoca sintomas durante e após a coleta. Além disso, o teste pode ser realizado por pessoas diabéticas.

    O teste genético para intolerância à lactose apresenta maior aplicabilidade a partir dos três anos de idade, porém não há restrições de idade, pois além de ser um teste não invasivo, sempre deve se considerar a clínica do paciente para sua realização.

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